Postado em 12/08/2021 | Compartilhar com


Minasul Internacional
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MINASUL INTERNACIONAL

 

Custo logístico não compromete entrega da Cooperativa

 

Este último ano proporcionou ao mundo um olhar mais introspectivo, o real valor das pequenas coisas e de se estar com quem realmente importa. Para muitos, o tempo em casa aumentou e com isso, aquele café de tarde, no final do corredor do escritório deu lugar a máquinas de café de cápsulas na cozinha de casa e métodos diferentes de preparo. Não, não está se falando que houve um aumento no número de baristas, mas sim, de interessados em degustar a segunda bebida mais consumida no mundo – o café.

 

Contudo, este aumento na procura do café fez disparar o custo logístico de toda a operação. O diesel, por exemplo, que é um expressivo item no custo total dentro da cadeia, aumentou em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações, de um modo geral, ficaram mais caras. A demanda por contêineres para transporte de grãos ao exterior foi bem maior que a oferta.

 

Segundo o presidente do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ), Nicolas Rueda, esse aumento na procura por contêineres não foi um problema exclusivo do café, e sim, do agro como um todo. “Em verdade, os entraves logísticos envolveram e ainda envolvem os desafios para os exportadores brasileiros conseguirem contêineres e bookings com os armadores para exportarem seu café na hora certa. Essa dificuldade logística internacional não é um problema exclusivo do café, é estrutural, que impacta o agro como um todo e que foi ocasionada por congestionamentos em portos pelo mundo em função dos gargalos causados pela pandemia. Por exemplo, o comércio eletrônico tem gerado uma elevada busca por contêineres, particularmente na Ásia e Estados Unidos devido à alta demanda por alimentos, eletrônicos e demais produtos nessas regiões”, afirma.

 

O país bateu recorde em volume exportado durante uma safra. Segundo dados do Cecafé, de julho de 2020 até maio deste ano, o Brasil remeteu 42,5 milhões de sacas de café (60kg), superando as 41,4 milhões de sacas registradas nos 12 meses (um mês a mais) do ciclo 2018/19, até então o maior nível registrado. Vale ressaltar que até o fechamento desta edição, ainda não tínhamos dados de junho no acumulado da safra 2020/21. A receita cambial com os envios de café ao exterior nos 11 meses da safra 2020/21 totalizou U$ 5,406 bilhões, melhor patamar dos últimos cinco anos[i].

 

Para o trader e gerente da mesa de operações da Minasul, Héberson Vilas Boas Sastre, um cenário otimista para esta Safra, mesmo com tantos desafios. “A Minasul embarcou 450 mil sacas de café para mais de 40 países no último ano. Somente neste primeiro semestre de 2021, 50% da meta de exportação foi cumprida, mesmo diante de tantas dificuldades no mundo com logística, navios e contêineres, a Minasul segue com suas operações normalmente”, diz.

 

Todo esse movimento mostra que o Brasil tem sido bem competitivo, exportando seu ouro verde a mais de 120 países. Não se trata de quebrar recordes, mas de chegar cada vez mais longe, encurtando caminhos e proporcionando a mais pessoas, o prazer de experimentar os cafés que são produzidos por quem realmente ama o que faz. 

 

[i] Dados do Cecafé

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